Mobirise

“Pois Ele te livrará da rede do caçador, da peste fatal... Não temerás o terror noturno, nem a flecha que voa de dia, nem a peste que desliza nas trevas, nem a epidemia que faz estragos ao meio-dia.” [Sl 91(90), 3.5-6].

Queridos irmãos e irmãs,

Que a paz de Cristo Jesus esteja com todos!

Estamos atravessando um momento muito difícil para toda a humanidade: a pandemia do coronavírus e todas as consequências decorrentes disso. Por conta desta pandemia, fomos obrigados a mudar de hábitos e nos manter mais reclusos. Diante desta situação e de sua gravidade, somos todos convidados a fazer nossa parte para ajudar na batalha contra esta doença. Por isso mesmo, eu gostaria, antes de mais nada, de reafirmar a importância de mantermo-nos firmes na fé e na esperança em Deus, recordando as palavras do Sl 90(91) citadas acima.

Num momento como este é bom sabermos que Deus, no Seu amor e misericórdia, nos ampara e nos fortalece. Jesus, nosso Bom Samaritano, vem ao encontro de todos os que sofrem e nos ensina a compaixão por eles. Rezemos pelos que estão enfermos, para que sejam curados; rezemos pelos que partiram, para que sejam acolhidos por Deus em sua glória; e rezemos pelos que perderam seus entes queridos, para que sejam consolados. E aproveitemos tudo isso também para reconhecermos humildemente nossa pequenez e nossa necessidade do Criador!

Entretanto, é importante dizer também que, embora creiamos firmemente na ação de Deus e na sua misericórdia, somos chamados a fazer também a nossa parte, isto é, fazer o que estiver ao nosso alcance para proteger a vida de nossos irmãos. O cuidado em fazer o que nos pedem as autoridades de saúde é também uma forma de exercermos o mandamento do amor para com o próximo, evitando disseminar o vírus para outras pessoas. Para aqueles que muitas vezes dizem que isto seria falta de fé, eu gostaria de recordar algumas passagens da Sagrada Escritura, pois Deus nos diz em Sua Palavra: “Não há riqueza maior que a saúde do corpo” (Eclo 30,16a); assim como nos diz também: “Filho, se adoeceres, não te descuides, mas roga ao Senhor, e Ele há de curar-te (...). E recorre ao médico, pois também a ele o Senhor criou” (Eclo 38, 9.12). Portanto, devemos ouvir e atender àquilo que os médicos nos recomendam, afinal de contas “O Altíssimo deu aos homens a ciência para que pudessem honrá-Lo por suas maravilhas” (Eclo 38,6).

Há pessoas que teimam em não seguir as recomendações e, com isso, colocam em risco a si mesmas e os demais. Isto se configura num verdadeiro pecado de falta de amor ao próximo e uma irresponsabilidade para com a vida, dom precioso de Deus. Jesus nos afirma que “ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15,13).

A tristeza que nos envolve por não podermos nos reunir para celebrar juntos a santa Eucaristia é minimizada pela certeza de que o Senhor se faz presente à nossa oração pessoal e familiar. Somos chamados a redescobrir a família como Igreja Doméstica, como lugar do afeto e da convivência no amor; somos chamados a revalorizar a oração em família. Na impossibilidade momentânea de recebermos a santa Eucaristia, sou convidado a me unir aos irmãos de fé nas celebrações transmitidas pelos diversos meios de comunicação e a fazer a minha comunhão espiritual. Na impossibilidade de ir ao meu confessor, eu posso fazer um sincero exame de consciência, pedir uma sincera contrição ao Senhor, e confessar a Ele meus pecados com o compromisso de, assim que for possível, confessar-me ao sacerdote – nestas circunstâncias Deus acolherá meu espírito contrito e exercerá para comigo a sua misericórdia!

Outro ponto importante: fiquemos firmes na oração. E lembremo-nos de rezar pelos doentes, pelos idosos, pelas crianças, pelos que vivem sós, pelos que vivem nas ruas, pelos imigrantes e refugiados, pelos que estão trabalhando por uma vacina contra este mal, pelos profissionais de saúde que estão na frente de batalha contra esta nova doença. Aproveitemos esta quarentena para meditarmos mais a Palavra de Deus na Liturgia diária, para rezarmos o Santo Terço, invocando a proteção materna de Nossa Senhora para que nos livre deste mal.

Aos profissionais de saúde, gostaria de dirigir também uma palavra. Em Eclo 10,11 se lê: “A doença prolongada fatiga o médico, a doença passageira o deixa sereno”. Neste tempo de pandemia, muitos de vocês já estão ficando sobrecarregados: médicos, enfermeiros, agentes de saúde nos mais diversos graus. Ao dedicarem-se aos enfermos, vocês se expõem ao perigo para salvar vidas, por isso, nosso muito obrigado e que Deus os abençoe, guarde e proteja. Lamentamos profundamente as atitudes de algumas pessoas que, movidas pelo medo ou pela ignorância, tem maltratado pessoas que trabalham nos hospitais quando estão nos meios de transportes, pontos de ônibus etc. Que isto não os abata. Que São Camilo de Lellis interceda por todos!

Por fim, meus irmãos e irmãs, lembro a passagem em que um dia os discípulos estavam com Jesus dormindo no barco e foram surpreendidos por uma grande tempestade, “Então dirigiram-se a Jesus e o acordaram dizendo: ‘Mestre! Mestre! Estamos perecendo!’ Ele acordou e deu ordens ao vento e à fúria das águas. E a tempestade parou e veio a calmaria” (Lc 8, 24). Ele está atento a nós! Que Ele, por intercessão da Virgem da Penha, nos livre de todo mal!

PE. EDILSON de SOUZA SILVA
PÁROCO 

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