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“Mas estamos cheios de confiança e preferimos deixar a moradia do nosso corpo, para ir morar junto do Senhor. Por isso, também, nos empenhamos em ser agradáveis a ele, quer estejamos no corpo, quer já tenhamos deixado esta morada. Aliás, todos temos de comparecer, às claras, perante o tribunal de Cristo, para cada um receber a devida recompensa – prêmio ou castigo – do que tiver feito, de bem ou de mal, ao longo de sua vida corporal”. (2Cor 5,8-10)

Queridos irmãos e irmãs, a paz de Cristo!

Chegamos ao mês de novembro. O ano vai passando e, de repente, nos damos conta de que já está chegando ao fim. Os meses que antecedem o final do ano (Novembro e Dezembro) são uma ocasião propícia para pararmos um pouco e, à luz da Palavra de Deus, fazermos um balanço de nossa caminhada cristã. Parar e pensar: como vivi este ano? Em que eu pude crescer na minha fé ao longo deste ano? E em que eu preciso investir, a partir de agora, para melhorar? A Palavra de Deus nos faz pedir ao Senhor: “Ensina-nos a contar nossos dias e assim teremos um coração sábio” (Sl 90, 12). Aproveitemos as ocasiões que as celebrações do Ano Litúrgico nos oferecem para exercitar essa sabedoria. Neste mês de novembro, conforme já acenei no artigo do mês anterior, celebramos a Comemoração de todos os fiéis falecidos (02/11). Esta comemoração na qual a Igreja militante, unida à Igreja triunfante, reza e intercede pela Igreja padecente, é ocasião para pensarmos sobre o rumo que temos dado à nossa vida. Cristo nos disse que Ele é o caminho, a verdade e a vida (cf. Jo 14,6), portanto, pensando no nosso destino final que é a vida eterna, nos questionamos se nossos passos e decisões têm tomado esta direção ou se, ao contrário, temos nos afastado da meta! Quando celebramos a solenidade de

Todos os Santos a Igreja coloca diante de nós, mais uma vez, a nossa vocação, pois “Deus nos escolheu, antes da fundação do mundo, para sermos santos e íntegros diante dele, no amor” (cf. Ef 1,4). Sobre a vocação à santidade nos diz o Concílio Vaticano II: “... todos na Igreja, quer pertençam à Hierarquia quer por ela sejam pastoreados, são chamados à santidade, segundo a palavra do Apóstolo: «esta é a vontade de Deus, a vossa santificação» (1Tess. 4,3; cfr. Ef. 1,4). Esta santidade da Igreja incessantemente se manifesta, e deve manifestar-se, nos frutos da graça que o Espírito Santo produz nos fiéis; exprime-se de muitas maneiras em cada um daqueles que, no seu estado de vida, tendem à perfeição da caridade, com edificação do próximo; aparece dum modo especial na prática dos conselhos chamados evangélicos” (LG V, n. 39).

É a vivência e a perseverança nesta vocação que nos levará à posse daquilo que esperamos: a vida plena com Deus, como afirma o Apocalipse de São João: “Aqui está a constância dos santos, daqueles que observam os mandamentos de Deus e a fidelidade a Jesus” (Ap 14,12). Portanto, ao rezarmos pelos nossos falecidos, lembremos que também nós um dia seremos chamados por Deus à sua Presença e, por isso, tenhamos no coração o desejo sincero e o empenho em mantermo-nos firmes na fé e na busca da santidade.

O tempo do Advento, que se iniciará em 01/12, é também ocasião oportuna para reavivarmos a nossa fé e reencontrarmos a nossa vocação. Ao prepararmo-nos para celebrar o Natal do Senhor, a sua primeira vinda, somos recordados da segunda: Ele virá na glória, o Reino de Deus chegará à sua plenitude e não terá fim. Vivamos bem o tempo do Advento e preparemo-nos bem para esta festa tão importante participando da Novena de Natal em nossas famílias, montando o nosso presépio e mostrando às nossas crianças o amor e a ternura de Deus para conosco e empenhando-nos na caridade para com o próximo.

Na Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora (08/12) contemplamos Maria, nossa Mãe, preservada do pecado original em vista dos méritos de Cristo, para que pudesse receber em seu ventre o Santo dos Santos, nosso Salvador. Obrigado Mãe pelo seu sim! Tudo o que Deus concedeu à nossa Mãe Ela lhe entregou sem reservas para que, por meio dela, Ele pudesse realizar os seus desígnios de amor e salvação. Que Ela interceda por nós para que todos os dons que recebemos de Deus nós os coloquemos a serviço d'Ele e dos irmãos.
Aquele que nasce do bendito fruto da Virgem Maria é o Cristo que reconhecemos como Deus e Senhor, o Rei dos Reis. Em 24/11 vamos celebrar a Solenidade de Cristo Rei. Ele é o Rei que dá a vida pelos seus súditos; é o Rei humilde e servidor do seu Povo. Que os membros de seu Corpo sejam semelhantes à Cabeça: humildes servidores. E que não busquem as pompas deste mundo os que tem por Rei aquele que carrega sobre a cabeça a coroa de espinhos e traz no corpo as marcas da Paixão e do amor que tem aos seus irmãos e irmãs.
Mãe de Deus e nossa Mãe, ajuda-nos a viver bem cada dia no amor a Deus e aos irmãos, lembra-nos sempre de nossa esperança final, intercede para que sejamos santos e irrepreensíveis no amor e para que Cristo, nosso Rei, seja o centro de nossas vidas!

Pe. EDILSON de SOUZA SILVA
Pároco da Basílica de Nossa Senhora da Penha 

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