O BATISMO DO SENHOR

Encerrando o ciclo do Natal tem-se a Festa do Batismo do Senhor que marca o início da vida pública de Jesus de Nazaré. “Eu vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele. E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo.” (Jo 1 32,33)

João Batista anuncia a chegada do Messias (cf. Mc 1,7-8) que é o prometido, o ungido de Deus (cf. Lc 4,18). O povo via em João um profeta, este, por sua vez, prepara o caminho para o Senhor, pois sua pregação de um batismo de conversão abre caminho para o povo acolher o verdadeiro Batismo, como diz o profeta: “depois de mim vem alguém mais forte do que eu [...] Ele os batizará com o Espírito Santo e com o fogo” (Mt 3,11).

João prega o batismo de conversão através do qual a pessoa pelo arrependimento é imersa na água simbolizando a purificação para uma vida nova, entregue a conversão, por isso, quando Jesus entra nas águas do Jordão para ser batizado, o profeta não entende sua atitude, Ele não precisa arrepender-se ou purificar-se.

No diálogo entre eles, o Batista se recusa em batizá-lo, mas o Filho de Deus diz: “Deixa estar por enquanto [por agora], pois assim convém cumprir toda a justiça” (Mt 3,15). A justiça é o cumprimento da vontade de Deus em Jesus que pelo batismo assume o jugo do juízo sobre os pecadores. Nesse sentido, o evento do Batismo do Senhor nas águas do Rio Jordão está intrinsicamente ligado a sua encarnação, paixão, morte e ressurreição, toda a sua missão em libertar o homem do pecado e da morte. Deus se encarna e assume a condição humana, se esvazia de si e rebaixa-se se oferecendo ao ser humano, serve e luta pela salvação de todos (cf. Fl 2,8). Seu batismo não vem da água, mas do Espírito Santo (cf. At 1,5), é sinal da graça e do amor de Deus. Se deixar batizar também é um ato de humildade e testemunho para que os homens façam como ele fez.

A partir do Batismo Jesus inicia sua vida pública, na missão de pregar a boa notícia do Reino de Deus. Na liturgia após essa festa, que celebramos no domingo depois da Epifania do Senhor, dá-se o inicio do Tempo Comum que contempla a obra salvífica de Deus na missão libertadora de Jesus entre os homens.

Na comunidade cristã o Batismo é um Sacramento, ou seja, sinal sensível da graça de Deus na vida dos homens. É adesão e porta de entrada que insere o convertido ao Corpo de Cristo. Exige a fé. O homem assumindo o Batismo é recriado por Deus, sai da condição de escravo e passa a ser um homem novo. A fé no Sacramento do Batismo é a fé no próprio Cristo e no seu mistério salvífico. Pelo ritual do Batismo o homem é regenerado, a água é símbolo de morte, morre para o pecado e renasce para a vida em Cristo.

Assim como no dilúvio surge uma “nova criação”, por Cristo o homem é recriado, nasce de novo para a vida eterna. O Batismo no Espírito Santo é sinal de regeneração e de salvação, não apenas de arrependimento, mas de verdadeira morte para o pecado e geração para uma vida nova, é a Igreja que gera novos filhos. Na liturgia o rito batismal é a imersão do cristão na Paixão-Morte e Ressurreição de Cristo, liberto de todo o pecado. A água é também símbolo de purificação, ela limpa e purifica as sujeiras e impurezas, pela água do Espírito o homem é liberto das impurezas do pecado, purificado pelos méritos de Cristo, pois no Batismo o cristão é remido do pecado original.

O Batismo é sinal de vida nova, portanto, o homem é chamado a viver essa nova vida em Cristo deixando as coisas velhas, o pecado, para viver a novidade do Evangelho.  

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