CONVERSÃO DE SÃO PAULO

“Já não sou eu que vivo, mas Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20)

Essa forte expressão do Apóstolo São Paulo mostrando que Cristo se tornou o centro de sua existência e de suas ações, evidencia que todos os cristãos, a exemplo de Paulo, devem percorrer a mesma estrada, deixando Jesus de Nazaré transparecer nas palavras, nas ações e atitudes da vida.

A Igreja, no dia 25 de janeiro, faz memória festiva da conversão do Apóstolo que, de perseguidor dos cristãos, foi conduzido por Deus para ser um grande evangelizador das nações. Foi precisamente no caminho para Damasco (Cf. At 9) que, segundo suas próprias palavras, foi “alcançado por Cristo” (Fl 3, 12), pois toda conversão não é fruto de um resultado de desenvolvimentos de pensamentos ou reflexões, mas sim fruto de uma intervenção divina, de uma bela e gratuita ação de Deus.

A partir do encontro com o Ressuscitado, escrito por Lucas nos Atos dos Apóstolos com riqueza de detalhes, tudo o que antes, para Paulo, constituía um valor, tornou-se sem sentido como ele mesmo expressou na carta aos Filipenses 3, 8 “o que era para mim lucro tive-o como perda, por amor de Cristo”. Desde sua conversão, empregou todas suas energias ao serviço exclusivo de Jesus e do seu Evangelho.

Para nós cristãos católicos, o exemplo do Apóstolo São Paulo nos oferece uma grandiosa lição, pois o mais importante, como ele fizera, é colocar no centro da nossa própria vida Jesus Cristo, de modo que a nossa identidade se distinga essencialmente pelo encontro, pela comunhão com o Senhor e com a sua Palavra de Salvação. E ainda mais, buscando do Saulo, quando este ainda vociferava ódio pelos cristãos, percebemos que para Deus não há os que estão totalmente perdidos ou esquecidos por Ele, como bem disso ao profeta Ananias: “vai, porque este homem é um instrumento por mim escolhido para dar testemunho do meu nome [...]” (At, 9, 15).

Não faltaram, na vida de Paulo, dificuldades e tribulações por causa do Evangelho, levando-o até mesmo ao profundo e corajoso testemunho de amor e fidelidade a Jesus até a morte: “por causa dos ciúmes e da discórdia, Paulo foi obrigado a mostrar-nos como se obtém o prêmio da paciência...Depois de ter pregado a justiça a todo o mundo, e depois de ter chegado até aos extremos confins do Ocidente, sofreu o martírio diante dos governantes; assim partiu deste mundo e chegou ao lugar sagrado, que com isso se tornou o maior modelo de perseverança” (Clemente Romano: Aos Coríntios, 5).

Diante do magnífico testemunho de São Paulo, podemos sem dúvida afirmar que ele brilha como estrela de primeira grandeza, não apenas para a história da Igreja, mas também para cada cristão que pode tê-lo como modelo no discipulado de Jesus, pois na própria poesia foi chamado de “vaso de eleição” (Dante Alighieri, Divina Comédia, 2, 28).

A imagem que trazemos do Apóstolo das Nações, em uma das mãos, segura uma espada. “Para quem não conhece a história [...], poderia pensar que se trata de um grande comandante que guiou exércitos poderosos e com a espada submeteu povos e nações, alcançando fama e riqueza com o sangue dos outros. No entanto. É exatamente o contrário: a espada que ele tem nas mãos é o instrumento com que Paulo foi morto, com que padeceu o martírio e derramou o seu próprio sangue. A sua batalha não foi a da violência, da guerra, mas a do martírio por Cristo. A sua única arma foi precisamente o anúncio de Jesus Cristo crucificado” (Bento XVI, audiência geral, 26 de outubro de 2011).

Por fim, irmãos e irmãs, depois de olhar um pouco a conversão e a total entrega de Paulo a Deus, termino esse artigo com sua exortação a todos nós: “Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo” (1Cor 11, 1)

SECRETARIA PAROQUIAL

Segunda à Sexta-feira: 8h30 às 12h00 e 14h00 às 17h30
Sábado: 8h30 às 12h00 e 14h00 às 16h00
A secretaria está fechada aos domingos e feriados

ENDEREÇO

Rua Santo Afonso, 199
Penha de França - SP
Telefone: (11) 2295-4462