MARIA MADALENA - Aquela que muito amou

“Maria Madalena tinha experimentado em si o poder do demônio, mas a sua fé a salvou. Quisestes [Divino Mestre] a Vossa discípula aos pés da Cruz, para que conhecesse o preço do Vosso perdão. Maria sem esperança chorou-Vos junto ao túmulo vazio, mas Vós a chamastes pelo nome. Confiastes a Maria de Magdala o anúncio pascal”. (Oração da Liturgia das Horas ecumênica que é celebrada na comunidade em Bose).

Com essas palavras queremos tecer, nesta pequena reflexão, algumas palavras sobre a discípula de Jesus: Maria Madalena. Em 2016 o Papa Francisco elevou esta memória ao grau de festa, ou seja, que fosse celebrada certa solenidade.

Discípula de Jesus, Maria Madalena, nos Evangelhos, ocupa um lugar bonito, pois ao fazer a experiência do perdão do Senhor que transformou sua vida, foi enviada, na manhã da Ressurreição, a anunciar aos irmãos o Cristo Vitorioso. (Cf Jo 20, 17-18). Como cantamos na sequência da Liturgia do Domingo de Páscoa: “Responde, pois, ó Maria/ No caminho o que havia: Vi Cristo ressuscitado/ O túmulo abandonado/ Os anjos da cor do sol/ Dobrado no chão o lençol”.

Por muito tempo a figura de Maria Madalena foi associada ao meretrício, mas os textos sagrados não dizem nada a respeito disso. A passagem em que encontramos uma mulher “pecadora” (Cf Lc, 7, 36), não cita o seu respectivo nome.

São Lucas no seu Evangelho coloca Maria Madalena entre aquelas mulheres que tinham seguido Jesus depois de terem sido curadas por Ele, especificamente ela tinha sido curada e libertada de “sete demônios" (Cf Lc 8, 2).
Celebrar Maria Madalena, assim como tantas outras mulheres que deram suas vidas pelo Reino de Deus, não é cair no perigo de ideologizar o Evangelho, fazendo dele um instrumento para lutas de classes ou de gênero.

Assim como os Apóstolos, como as mulheres que seguiam o Mestre com coragem e audácia, assim como, na história da Igreja, muitos outros se empenharam no anúncio da Boa-Nova; nós os celebramos como inspiração e exemplos, apesar de, eles, também como nós, serem ornados da fragilidade humana.

Olhando para Maria Madalena como exemplo de discipulado, lembramos o que disse o Papa, hoje emérito, Bento XVI “a história de Maria Madalena recorda a todos uma verdade fundamental: discípulo de Cristo é aquele que, na experiência da debilidade humana, teve a humildade de lhe pedir ajuda, foi por Ele curado e se pôs no seu seguimento de perto, tornando-se testemunha do poder do seu amor misericordioso, mais forte do que o pecado e a morte”.

A discípula que muito amou porque também foi amada como ninguém jamais a amou, Maria Madalena seguiu Jesus até o Calvário e esteve diante do corpo falecido do Senhor. No domingo da Ressurreição, foi a primeira a ver o Cristo ressuscitado e teve a honra de ser enviada pelo Senhor para anunciar esta boa notícia aos discípulos.

Assim como ela foi mensageira do Senhor, também nós somos discípulos e missionários de Cristo. Como discípulos, fazendo diariamente a experiência com o Senhor, com sua Palavra, com sua Presença e, de modo especial, com seu perdão (Cf, Sl 25, 18); como missionários, anunciamos em nossas famílias, no nosso trabalho, nos círculos de amigos que o túmulo está vazio, que Cristo ressuscitou e vida nova deseja oferecer a todos.

Santa Maria Madalena, Rogai por nós neste momento difícil em que a humanidade padece com a pandemia, com as ideologias e o fundamentalismo religioso que ferem e destroem a vida dos filhos de Deus. 

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