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PENTECOSTES

“Soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo”

“Espírito de Deus, enviai dos céus um raio de luz! Vinde, Pai dos pobres, dai aos corações Vossos Sete dons! (...); Enchei, luz bendita, chama que crepita o íntimo de nós! Sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele”. Queridos irmãos, essas belíssimas palavras fazem parte da liturgia do Domingo de Pentecostes e, é a partir delas que queremos refletir sobre esse acontecimento.

No mundo judaico sete semanas depois da Páscoa, solenidade que celebrava a saída da terra da escravidão para a terra onde corre leite e mel, os hebreus festejavam o dia da colheita, conhecido como a festa de Pentecostes.

Para nós, cristãos, esse dia é a solenidade em que, como Fruto da Ressurreição de Jesus, a Igreja recebeu o Dom de todos os dons: O Espírito Santo. Como dizia santo Efrém: “Ele aquece aquele que como Adão está despido; faz frutificar as boas obras; sua influência sobre as almas se compara ao calor que torna ágeis os dedos regelados”. Sem Ele estaríamos fechados em nós mesmos: “Eis que o Espírito rompe o círculo fechado. É a experiência de Pentecostes” (Libanio, creio no Espírito Santo).

No texto bíblico dos Atos dos Apóstolos (2, 1-13) há o relato da Vinda do Espírito Santo sobre a Igreja, fazendo dela uma anunciadora da Salvação trazida por Jesus de Nazaré. Corajosos, intrépidos na fé e movidos pelo Espírito os Apóstolos saem para testemunhar o que viram, ouviram e experimentaram. “No dia de Pentecostes, a Igreja manifesta, com toda a clareza, esta dimensão pública do crer e do anunciar sem temor a própria fé a toda a gente” (Bento XVI, Porta Fidei).

Naquele santo dia a Igreja, manifestada ao mundo com um único e mesmo anúncio, se tornara a antítese daquilo que foi Babel (Gn 11); em outras palavras, em Pentecostes aconteceu algo que inverteu o que tinha acontecido em Babel. O Espírito transformou o caos linguístico de Babel na nova harmonia das vozes. Graças a Ele, escrevia Santo Irineu no século III, “todas as línguas se uniram no mesmo louvor de Deus”. Nesse sentido, vale acrescentar que o pecado daqueles homens e mulheres em Babel não era em si a construção da torre, mas a própria intenção, ouçamos o texto: “E disseram: ‘Vamos, façamos para nós uma cidade e uma torre cujo cimo atinja o céu. Assim, ficaremos famosos, e não seremos dispersos por toda a face da terra’” (Gn 11,4).

O teólogo reformador Martinho Lutero fez uma observação esclarecedora a propósito destas palavras: “‘Construamo-nos uma cidade e uma torre’: construamos para nós – não para Deus (…). ‘Façamos um nome’: façamo-lo para nós. Não se preocupam para que o nome de Deus seja glorificado, eles estão preocupados em engrandecer o próprio nome”.

Já em Pentecostes, a Igreja está deslumbrada pela glória de Deus e não seduzida pela sua própria imagem. O falar em diversas línguas se explica também pelo fato de que falavam com a língua, com os olhos, com o rosto, com as mãos, com o estupor de quem viu coisas que não podem narrar. “Todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus na nossa própria língua”. Eis porque todos os compreendiam: não falavam mais de si mesmos, mas de Deus! Assim, o “milagre naquele dia não está em falar em línguas estranhas (glossolalia), mas que os estranhos entendam a linguagem única da fé” (Libanio, creio no Espírito Santo). Afinal os apóstolos falaram nos idiomas daqueles povos que estavam em Jerusalém.

Meus amigos e irmãos, como os apóstolos, estamos nós trancados em casa, mas não por medo, não por covardia ou por seguir a vontade humana e não a vontade de Deus; estamos em casa para preservar a vida, para guardar aqueles que amamos e que não queremos perder. E por isso, mesmo nesse momento difícil pelo qual passamos, nesse Pentecostes que se aproxima, façamos do nosso coração, da nossa casa e da nossa família verdadeiros cenáculos em que o Espírito Santo, recebido já no nosso Batismo, desabroche em nós cada vez mais os seus dons. Coragem irmãos, pois pela força do Espírito Santo, venceremos essa tribulação!

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis!.

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