FESTA DA PENHA 2020:

SÃO PAULO CELEBRA SUA PADROEIRA EM TEMPOS DE PANDEMIA

A Festa de Nossa Senhora da Penha, Padroeira da cidade de São Paulo, realizada há séculos no dia 8 de setembro, mesmo com a pandemia que assola a humanidade, não deixou de acontecer neste 2020, comemorando os 353 anos da chegada da imagem e da devoção à Mãe da Penha na Capital. Revestida de um caráter especial, que exigiu o distanciamento social, a limitação do número de participantes, a adoção de medidas de higiene e a não realização de alguns eventos, como a tradicional quermesse com bingo e shows e a grandiosa procissão do dia 08, as comemorações em louvor à Padroeira ocorreram entre os dias 30 de agosto e 08 de setembro.

Obviamente, a quantidade de fiéis que acorreu à Basílica nesses dias foi inferior em comparação com os anos anteriores, mas isso não tirou o brilho da Festa e a fé que o povo nutre em Nossa Senhora. Na verdade, muitos dos milhares de peregrinos que costumavam vir à Penha acompanharam as celebrações de suas casas por meio da transmissão ao vivo pelo Facebook da Basílica.

A grande prece que se ergueu ao longo da novena foi em favor do fim da pandemia, posto que, em Maria, encontramos um porto seguro, um refúgio, tal como sinalizou o tema central e o lema da Solenidade: “Maria, exemplo de esperança” / “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra” (cf. Lc 1,38). Na verdade, essa temática dá continuidade ao triênio em que estamos, nas Festas da Penha, refletindo sobre as Virtudes Teologais. Em 2019, foi a fé; neste ano, a esperança; em 2021, será a caridade.

Aliás, muito oportuno, em tempos de pandemia, falar de esperança, uma vez que a Senhora da Penha, nos séculos passados, foi justamente aclamada padroeira de São Paulo por ter sido a esperança eficaz encontrada pela população paulistana em meio às crises hídricas e sanitárias enfrentadas pelo município. Além dos padres Edilson, Tiago e Diego, da comunidade presbiteral da Paróquia da Penha, alguns outros presbíteros da Diocese de São Miguel Paulista e da Arquidiocese de São Paulo estiveram conosco, presidindo e realizando as pregações das missas da novena (que aconteceram à tarde e à noite, sempre precedidas da oração de consagração a Nossa Senhora da Penha, em substituição ao “Momento Devocional”, que não pôde acontecer para não alongar as celebrações): padres Ronnie Von, Cícero, Genaldo, Elialdo, Hilton, Tiago Bisi, Everton, Márcio, Eduardo, José Maria, Ataíde, Edmilson, André e Vicente. As Eucaristias contaram com a participação das equipes de liturgia, ministros, acólitos e canto da Basílica e de fiéis de todas as comunidades e entidades da Paróquia, bem como de devotos de outras paróquias da cidade, que ofertaram, como gesto concreto de solidariedade, alimentos que foram encaminhados ao SASP.

A já conhecida “Campanha dos Afilhados” foi realizada de modo diferente ao longo da novena, sem a distribuição das lembranças e com a deposição das intenções dos afilhados aos pés da imagem de Nossa Senhora, disposta no presbitério em seu trono especial junto com o candelabro do novenário.
A quermesse foi substituída por uma noite de “drive thru”. No dia 5/9, sábado, foram entregues os kits para viagem, previamente reservados pela comunidade e preparados pela Equipe de Festas com algumas das delícias habituais da Festa: lanche de pernil, fogazza, caldo verde e bolo.

Um ponto marcante e histórico das comemorações de 2020 foi a belíssima procissão-carreata do dia 7/9, data em que se comemora, também, o 36º aniversário de Dedicação da Basílica. (Sobre a procissão-carreata, confira artigo na coluna “Nos Caminhos de Maria”). Infelizmente, nesse dia, não foi possível, em razão da pandemia, a realização da romaria e peregrinação de diversas paróquias da Diocese que acontece há anos no feriado do Dia da Pátria.

O grande 08 de setembro, Festa da Padroeira da cidade e celebração litúrgica da Natividade de Maria Santíssima, contou com quatro missas: às 7h30, 10h30, 15h00 e 19h00. As Missas da manhã e da tarde foram presididas pelos padres Diego, Tiago e Edilson, da Paróquia da Penha. Ao final da missa das 15h, foi renovada a consagração da cidade a Nossa Senhora da Penha. Fiéis devotos de toda a Capital estiveram na Basílica na data, seja para participar das Eucaristias, seja para visitar a imagem milagrosa, pagar promessas, acender velas ou pedir graças a Nossa Senhora. Ao final das missas, houve a venda de bolo e de lembranças. Como dissemos, não foi possível acontecer a tricentenária procissão, para se evitar aglomerações. Ao longo de quase quatro séculos, a História registra que em raríssimas ocasiões (em situações extremas e atípicas, como a que vivemos) deixou de se realizar a procissão de Nossa Senhora da Penha, um dos pontos altos da Festa.

A missa solene de encerramento foi presidida pelo bispo diocesano de São Miguel Paulista, Dom Manuel Parrado Carral, o qual, no início da Eucaristia, recordou que, no passado, Nossa Senhora da Penha era invocada justamente por ocasião de pestes e secas que assolavam a cidade de São Paulo, sendo sua imagem transladada até a Sé. E esse gesto foi repetido no dia 7/9, como apontou o bispo, evidenciando o quão eficaz e sempre viva é a intercessão da Mãe do Senhor, em quem o povo de Deus jamais deixa de confiar nestes tempos de tristeza que vivemos. Também fez memória do saudoso Monsenhor Calazans, que, no ano passado, ainda estava em nosso meio por ocasião das festividades. Em sua homilia, apontou Maria como exemplo de esperança, consoante com a temática das comemorações. No final da missa, antes de invocar a bênção por intermédio da Senhora, Dom Manuel recordou as palavras de Dom Paulo Evaristo Arns, o qual, sempre ao celebrar no Santuário da Penha, insistia em dizer que, do alto daquela colina, Maria vela e olha sem cessar pela cidade a Ela confiada.

Participaram dessa celebração solene, além do povo de diversas paróquias de São Paulo, os seminaristas e alguns padres da Diocese de São Miguel Paulista.

Diversos veículos de comunicação, sobretudo digitais, noticiaram as comemorações, que marcaram, ainda que num contexto doloroso de pandemia, a vida dos devotos da Padroeira da cidade, os quais não cessam de invocá-la desde 1667: “Dai-nos a bênção, Virgem da Penha! Em vossas mãos, sempre nos tenha!”. 

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